Não
sabes com quanto mais força que a luz do sol
teu
olhar entra em mim como os raios solares às janelas;
não
sabes com quanto mais cores me inundas,
com
quanto mais brilho que os móveis reluzentes
me
fazes resplender, quando me toca o teu olhar...
Se te
pareço construção de pedras lavradas, impenetrável,
seguro
de mim, austero, sóbrio demais para a paixão,
não
sabes com quanta ousadia teu perfume me inunda
ou
quanto mais que os ares da manhã primaveril
a uma
casa aberta, a essência da tua presença me toca.
Ah,
não sabes que eu me impedi de amar o quanto pude!
Mas,
quando chegaste, cada janela em mim se abriu,
e o
som suave do balançar do arvoredo me inspirou
a te
dizer: já que chegastes em minha vida... – fica!...